Shows em drive-in: uma nova tendência?

5 de novembro de 2020 por na categoria Áudio com 0 e 0
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Com a imposição da quarentena devido à Covid-19, os shows em drive-in são a nova tendência.

O mercado musical sofreu muito com a pandemia, já que os shows tiveram que ser cancelados. Assim, os músicos e todos os envolvidos nesse meio foram atrás de alternativas para continuarem “mantendo seus cachês”. E a solução foram as apresentações no estilo drive-in.

Máscara no rosto, álcool em gel no porta luvas, buzinas no lugar de aplausos, faróis proporcionando um cenário mais brilhante e cada um curtindo no seu carro, essa é a realidade atual dos shows pelo Brasil e mundo afora.

Carros devem possuir distanciamento de cinco metro um dos outros, segundo decreto das prefeituras. E, em certos lugares, houve até mesmo a aquisição prévia (por meio da internet) de comida, bebida e até da ordem para ir ao banheiro.

Assistir a shows dentro do carro é uma proposta similar aos cinemas drive-in que faziam sucesso no Brasil nos anos 80. Mas que já era uma proposta bem mais antiga que isso.

 

Como tudo isso começou e como esse modelo tem se saído no Brasil e mundo

 

O drive-in ressuscitou com a pandemia, no entanto era uma proposta que teve início lá em 1933, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. E seu idealizador foi Richard Hollingshead, filho de um empresário do ramo automotivo, que tinha um fascínio por veículos, em especial por carros.

E a história começa assim: a mãe de Richard era obesa e não se sentia confortável indo a cinemas, então ele resolveu criar um drive-in em casa para ela no quintal.

Aqui no Brasil esse tipo de show se tornou uma experiência que tem ajudado a manter os artistas e também proporcionado alguns momentos de entretenimento nesse momento em que o mundo está de ponta cabeça.

No mês de junho muitas bandas e cantores nacionais e internacionais fizeram shows nesse estilo. A banda de música eletrônica alternativa, VNV Nation, por exemplo, fez uma apresentação nesse modelo em Hamburgo, na Alemanha. Em suas redes sociais eles relataram que foi uma experiência incrível e “brilhante” (uma referência aos faróis dos carros).

Já no Brasil, músicos e bandas como Jota Quest, Ivo Meirelles e Leo Chaves tiveram a primeira experiência em tocar para fãs que acompanham o show de dentro de seus carros.

Muitos locais que realizavam shows estavam com as portas fechadas e essa tem sido uma saída para sair da ociosidade, ainda que os valores arrecadados sejam mais baixos.

Um dos problemas é logo esse: o cachê dos artistas mais baixos e, consequentemente, os locais de shows arrecadando menos. Outra coisa é que o modelo de shows em drive-in tem um custo maior e o público, devido à pandemia e à orientação de distanciamento social, tem consumido menos.

 

Seriam os shows em drive-in uma nova tendência?

Atualmente, esse modelo é uma tendência, mas muitos creem que seja passageira.

Mesmo que os shows em drive-in estejam numa espécie de auge, muitos acreditam que não venha para ficar. As pessoas quando vão aos shows querem não apenas curtir as músicas, mas também estar perto das outras, se relacionarem, etc. Afinal de contas é um lugar para socializar. Assim, acredita-se que tão logo quando a pandemia acabe, então esse modelo de show também terá fim.

Enquanto isso, os shows em drive-in são uma opção de entretenimento para os brasileiros e pessoas de todo o mundo.

 

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