Não é à toa que Kiko Loureiro é considerado um dos principais músicos da atualidade. Após iniciar seus estudos musicais aos onze anos de idade, Kiko jamais parou de se desenvolver enquanto guitarrista e compositor, o que o levou a ostentar o invejável posto de guitarrista conhecido e respeitado mundialmente. Foi aos 19 anos, após ter estudado, entre outros, com o mestre Mozart Mello e depois de ter tocado em diversas bandas em São Paulo, que Kiko foi convidado para fazer parte do recém-formado Angra, banda cuja trajetória passou a se confundir com a do próprio músico.
Em março de 93, Kiko gravou sua primeira vídeo-aula intitulada “Guitarra Rock” e logo em seguida viajou à Alemanha para gravar o disco de estréia do Angra, “Angels Cry”. O sucesso do disco abriu diversos novos mercados para a banda, como Ásia e Europa, além, é claro, do próprio Brasil. Dois anos depois, a banda gravou seu segundo álbum, “Holy Land”, novamente na Alemanha e com produção de Charlie Bauerfeind e Sascha Paeth. O estilo original mostrado no disco fez com que a banda passasse a ser uma referência dentro do heavy metal mundial.
Antes do próximo trabalho de estúdio, o Angra lançou dois EPs, “Freedom Call” e “Holy Live”, este último gravado ao vivo em Paris. “Fireworks”, terceiro disco da banda, foi lançado em 98. Um pouco diferente dos trabalhos anteriores em termos conceituais, já que era mais voltado às raízes do heavy metal, o CD teve produção de Chris Tsangarides e foi gravado em conceituadíssimos estúdios ingleses, como Abbey Road e Power House.
No início de 2001, o Angra apresentou aos fãs e à imprensa sua nova formação com a demo “Acid Rain”. O trabalho de Kiko, num constante desenvolvimento técnico mas jamais abrindo mão do feeling e musicaliade, era um dos destaques dessa demo, que antecipava “Rebirth”, o novo álbum da banda. Lançado em outubro de 2001, “Rebirth” foi gravado mais uma vez na Alemanha, desta vez sob o comando do produtor Dennis Ward.
A carreira de Kiko Loureiro está repleta de vários prêmios à banda e a ele próprio pelas eleições de final de ano promovidas pelas revistas do mundo todo. Kiko está sempre bem classificado em inúmeras publicações, como as japonesas Young Guitar e Burrn!, a francesa Guitar & Bass e as brasileiras Rock Brigade, Rock Underground, Roadie Crew, Guitar Player e Cover Guitara sendo classificado sempre entre os principais guitarristas de rock do mundo.
Em maio de 2002, Kiko e seu parceiro nas guitarras do Angra, Rafael Bittencourt, lançaram o songbook de “Rebirth”, com todas as partituras e tablaturas das músicas do disco. O livro, de 116 páginas, acabou sendo a primeira publicação do gênero editada no Brasil em se tratando de bandas de rock pesado. No mesmo mês, saiu o mini-álbum “Hunters and Prey”. Novamente produzido por Dennis Ward, o disco traz oito músicas, dentre as quais uma faixa multimídia. Em seguida, o Angra voltou ao Japão, onde novamente foi aclamado pelo público em cinco shows que obtiveram grande repercussão. Além disso, o quinteto também tocou em Taiwan, tornando-se a terceira banda de rock a se apresentar naquele país - foi precedida apenas por Dream Theater e Helloween.
No ano de 2003, o Angra lançou o DVD e o CD duplo “Rebirth World Tour Live In São Paulo”, que registrou um dos shows da turnê mundial de divulgação do álbum “Rebirth” e que fez o Angra ser aclamado em todos os cantos do planeta.
Kiko, por sua vez, lançou mais duas vídeo-aulas, “Técnica e Versatilidade” e “Os Melhores Riffs e Solos do Angra” em VHS e DVD. Os dois vídeos trazem o guitarrista no auge de sua técnica e mostram, de forma clara e didática, inúmeros detalhes que visam enriquecer o repertório musical de todo guitarrista.
Em setembro 2004, o Angra lançou seu mais novo e aguardadíssimo álbum, “Temple of Shadows”.
Trabalho diferenciado e que traz diversas novas nuanças e tendências –, o disco mostra o Angra em seu auge técnico e criativo. Mais uma vez com produção de Dennis Ward, “Temple of Shadows” prova, também, que o grupo conseguiu expandir sua fama para além do circuito do heavy metal, uma vez que conta com a participação do cantor e compositor de MPB Milton Nascimento na faixa “Late Redemption”.
Kiko em fevereiro de 2005 lançou seu primeiro disco solo, “No Gravity”. O disco foi gravado em maio, na Alemanha, com produção de Dennis Ward ao lado de Kiko, e possui treze faixas instrumentais. “No Gravity” tem a participação do baterista Mike Terrana, enquanto Kiko se encarregou dos demais instrumentos - guitarra, violão, baixo, teclado, piano e percussão. O álbum esta sendo distribuído com ótima repercussão dentro e fora do mundo especializado da guitarra instrumental na Ásia, Europa, EUA, Brasil e Argentina. Foi também criado um hotsite com todas as informações, diários, fotos da produção do álbum (www.kikoloureiro.com.br/nogravity). Deste trabalho muito bem aceito, foi inevitável a produção do primeiro Songbook completo de um álbum instrumental no país e também de forma inédita “No Gravity Playback Version”, onde o estudante de guitarra pode tocar os temas do álbum no lugar do Kiko (www.kikoloureiro.com.br/playbackversion)
O reconhecimento ao trabalho de Kiko e do Angra vem rendendo diversos frutos ao guitarrista. Inúmeras empresas têm insistido em associar seus nomes ao de Kiko através de endorsements como as guitarras Tagima, cabos SparFlex, cordas D’Addario, efeitos Zoom, violões Takamine.
Além das referidas empresas, Kiko tem-se dedicado a divulgar o estudo sério da Música em parceria com o conceituado Conservatório Musical Souza Lima e da Faculdade Internacional Souza Lima & Berklee de São Paulo, parceiro das mundialmente respeitadas escolas MI-Musicians Institute, LA e Berklee College of Music, Boston, U.S.A.
Também junto à mídia especializada Kiko conquistou espaço e respeito, já tendo sido capa de inúmeras revistas como a japonesa “Young Guitar”, a Taiwanesa “Guitar Fan” a francesa “Guitar & Bass” e as brasileiras Cover Guitarra e Guitar Class, Guitar Player além de já ter assinado colunas e matérias nessas mesmas publicações. Na Japonesa Young Guitar Kiko teve por três vezes vídeo-aulas em DVD encartada na revista, e números exclusivos sobre seu estilo e técnica.
Por tudo isso, fica muito fácil entender porque Kiko Loureiro conquistou, ao longo desses anos de trabalho, tudo aquilo que qualquer músico almeja: um lugar garantido dentre os principais guitarristas de rock do mundo.
Com mais de 20 anos de carreira, um dos fundadores do Oficina G3, Juninho Afram tornou-se um dos principais guitarristas do Brasil, reconhecido pelo público e imprensa especializada há anos.
Respeito ancorado em marcas que falam por si: em nove trabalhos lançados pela banda fundada em 1987, são 7 discos de ouro, alcançando mais de 1 milhão de cópias vendidas. No Grammy Latino, após duas indicações em 2005 e 2007, o prêmio veio em 2009 para o disco Depois Da Guerra. Some extensas turnês por todo o Brasil e também diversas passagens por Estados Unidos, Europa,
América Latina e até Japão, shows para mais de 500 mil pessoas e apresentação histórica no Rock In Rio III.
Além disso, Juninho possui linha completa de produtos signature series pela Tagima, a maior fabricante brasileira de instrumentos musicais, sendo um dos principais endorsers da marca, com duas guitarras e um violão assinados por ele, entre os mais procurados do país. Juninho também possui signature das cordas NIG, dos cabos Sparflex e é endorser dos equipamentos da Landscape e
Maverick. Capa de revistas especializadas como Guitar Player (cravando uma das 5 revistas mais vendidas da história da publicação - setembro/2008 - segundo a própria editora) e Cover Guitarra, Afram e o Oficina G3 já passaram por todos os principais veículos da imprensa nacional: Veja, Folha de São Paulo, MTV, Isto é, Estadão, Multishow, dezenas de jornais, sites, TVs, revistas, rádios, de todos os estados, ultrapassando (e muito) a barreira do gospel.
Juninho começou, na adolescência, tocando violão. Mais tarde ganhou sua primeira guitarra e, devido a falta de recursos, fabricava seu próprios pedais de efeito. Iniciou oficialmente seus estudos aos 13 anos em um conservatório de violão clássico, passando por professores particulares e anos mais tarde aluno de um dos maiores ícones da guitarra brasileira, Mozart Mello. Juninho também foi professor durante 10 anos, experiência fundamental. Mas foi mesmo como autodidata, na prática, dedicação e nos palcos, que Juninho definiu seu estilo, sua técnica, sua maneira particular de tocar e compor.
Reconhecido principalmente pelo feeling e bom gosto com o qual interpreta as composições, Juninho conquistou merecidamente seu espaço entre os principais nomes da guitarra no Brasil.
Na edição comemorativa de 10 anos da conceituada revista Cover Guitarra (abril de 2003), houve uma votação cujo título era "Os melhores dos últimos 10 anos", Edu Ardanuy faturou o título nacional: melhor guitarrista, melhor vídeo-aula, melhor solo, e sua banda Dr. Sin de melhor banda.
Nascido em 20 de junho de 1967, EDUARDO ARDANUY possui um currículo invejável. Considerado um dos melhores guitarristas do País, eleito tanto pelo público como pelas melhores revistas especializadas, é um modelo a ser seguido tanto pelos iniciantes como para aqueles que já possuem algum know-how no mundo da guitarra. Já participou de bandas como: A Chave, Anjos da Noite, Supla, Eduardo Araújo, e desde 1992, junto de Andria e Ivan Busic, a banda Dr. Sin, da qual faz parte até hoje.
Com a banda Dr. Sin participou de grandes eventos como: Hollywood Rock, Monsters of Rock, M 2000 - Summer Concert, abrindo shows de grandes nomes do rock como: Ian Gillan, AC/DC, Dream Theater, Mr. Big, Steve Vai, Joe Satriani, Yngwie Malmsteem, Bon Jovi, entre outros.
Em 1998, junto com outros dois grandes guitarristas, Frank Solari e Sérgio Buss, montou o projeto instrumental TRITONE do qual foi gravado o CD Just For Fun (and maybe some money...) e também realizando shows pelo País.
No mesmo ano, em uma votação feita por 200 guitarristas brasileiros e organizada pela revista Guitar Player Brasil, foi eleito um dos dez melhores guitarristas do País onde pode ser conferido no CD produzido pela revista Guitar Player, junto a outros grandes nomes da guitarra brasileira.
Em setembro de 2000 o Dr. Sin lançou o CD Dr. Sin II que contava com a participação de um novo integrante, o vocalista americano Michael Vescera (ex - Loudness, famosa banda japonesa e ex - Yngwie Malmsteen). Michael Vescera permaneceu na banda por um ano, fazendo ao lado de Edu Ardanuy, do trio um poderoso quarteto.
Retornando a formação original, como Power Trio em 2003 será lançado o 1º material oficial em vídeo, um DVD onde a banda comemora 10 anos de existência e muito Rock'n Roll.
Edu Ardanuy também é muito popular como professor de guitarra, já leciona a mais de quinze anos e vem ministrando aulas e workshops por todo País.
ROGER FRANCO
"É uma honra pra mim assinar uma linha de cabos da Sparflex. A qualidade deles é insuperável."
Roger Franco nasceu dia cinco de janeiro de 1976, em Bauru. Com 12 anos iniciou-se na musica através da bateria eletrônica, ganhada de seu pai, assim começou a tocar na igreja onde fazia aparte. Em Bauru viveu ate os seus 16 anos, foi quando mudou-se para Rondônia na cidade de Cacoal pois seu pai tinha sido transferido.
Em Cacoal já tocava na bateria acústica na igreja. Aos 18 começou a estudar violaocelo, tudo isso conciliando com seus estudos regulares. Se formou no colégio (ensino médio), e no curso técnico de programação e administração de empresas.
Ganhou seu primeiro violão do seu pai, começou a estudar sozinho com ajuda de amigos e parentes e aos 20 anos comprou sua primeira guitarra e mudou-se para Vilhena com a nova transferência do seu pai.
Foi ai que despertou seu maior interesse pela musica. Como todo inicio e meio difícil, Roger não arrumou de cara um emprego na cidade, contrariando assim tudo aquilo que ele esperava ao chegar ... mais essa foi a oportunidade que ele soube aproveitar. Com tanto tempo livre, começou a se dedicar integralmente a musica.
Vendo o esforço e a vontade de crescer, o dono de uma pequena escola de música o convidou para ajudá-lo, onde ali ele o ensinava algumas coisas. Logo o jovem músico começou a dar aulas e assim já repassava para os seus poucos alunos tudo aquilo que havia aprendido. Um ano depois começou a dar aulas particulares. Agora com um numero bem maior de alunos Roger já via o seu verdadeiro progresso desde a sua vinda. Percebendo que deveria aprimorar mais e mais os seus conhecimentos, foi a São Paulo e fez um curso com os músicos Mozart Mello e Joe Mograbh, que o incentivou mais ainda.
Tomando essas aulas como um grande aprendizado e incentivo Roger conseguiu desenvolver uma linha de estudo mais direta e uma visão mais profissional do mundo musical. No ano seguinte foi convidado pela banda Nova Dimensão a ir para Belo Horizonte tocar com eles.
E ele sem pensar muito aceitou o convite. Vendeu o que tinha e foi para a nova cidade, onde veio a morar junto com o tecladista da banda. Tocou sete meses com eles, gravou o primeiro CD da sua carreira e ultimo da banda.
Assim foi o inicio de sua vida profissional. Mais ele sabia que muito ainda havia de percorrer para realmente alcançar os seus verdadeiros objetivos. Logo que mudou-se conheceu e veio a visitar a comunidade Sara Nossa Terra. Ali conheceu outros músicos e passou a congregar, e tocar na igreja. Gravou e produziu junto com Thales Roberto (hoje back vocal da banda Jota Quest) o cd da igreja.
As oportunidades começaram a aparecer. E uma delas foi participar da grava;ao do CD do ministério Paixão, Fogo e Gloria. Agora já conhecido Roger estava com uma gama de tarefas a serem realizadas, freelancers, aulas de musica, dingles, etc ... Chegando a ter cerca de 100 alunos, sem mais horários ele teve de limitar o aprendizado de alguns.
Foi convidado pelos produtores do show de Paul Gilbert para fazer uma participação na turnê do mesmo no Brasil. Roger Franco dividiu palco com ele fazendo um Jam. Esse foi um marco para sua vida musical e profissional. Pois Paul era uma referencia de técnica para Roger e agora (depois do evento) passou a ter uma nova referencia, a de pessoa, por sua humildade e simplicidade. Logo o novo musico participou da banda Tribo, com os músicos Alex dias, Alan e Thu Salomão ex-Katsbarnea (banda). Fazendo o som de White Metal permaneceu por vários anos tocando para o mercado underground. Paralelamente, continuava dando aulas, mais agora em cinco escolas.Bem diferente do inicio.
Através da divulgação desses trabalhos Roger começou a ministrar workshops e formou o Trio Fusão do Tempo. Com os músicos Bruno Alves e Pablo Juan. Faziam em media 5 workshops por mês. Roger também tocou por 3 anos na banda show Atômica nas noites de Minas Gerais, mas sempre buscando aprimorar sua técnica e musicalidade e estudando cada vez mais.
Agora um músico já conhecido, e requisitado para gravações em toda Belo Horizonte, e também fora do estado. Atuou nos estúdios Polifonia, Triadi, Solo, Aprisco, Elierim, Hg, Mantra entre outros, e trabalhou com produtores, como Gustavo Soares, Marcio Melo, Wandinho Nonato, André Espindola, Alexandre Rodarte (Xandão), Enéias Xavier, Cristiano Caldas, etc.
Não podemos esquecer de mencionar alguns grandes músicos e hoje companheiros que compartilharam com Roger de alguns trabalhos, Léo Pires, Bruno Alves, Leandro Lima, Pablo Juan, Sanchez Bass., Dan Marinho entre outros. Em 2004 foi convidado para participar integralmente da banda do irlandês David Quinlan (Ministério Paixão Fogo e Gloria), onde atua ate hoje. Fazendo ministrações em todo o Brasil e também no exterior.
MAURÍCIO FERNANDES
"Os Cabos SparFlex me deixam tranquilo pois sei que o meu som vai ser limpo, sem ruídos ou chiados."
Nascido em junho de 1972, Mauricio Fernandes ganhou aos 12 anos o seu primeiro violão onde despertou o interesse pela música.
Guitarrista há 19 anos, compositor e arranjador já realizou diversos trabalhos como side man acompanhando vários artistas tais como: Marcinha, Kennia, Davidson, Ana Puk, Ricardo Sá, Ludmilla Duch (Mauricio Fernandes gravou em 2005 o CD dessa cantora), Fábio e Eduardo, Banda Radar Brazuka, Pe Antônio Lima, Quarteto JB, União, Febre40 e atualmente guitarrista da banda do Nandu Valverde, onde recentemente gravou as guitarras do CD Além do Espaço e do Tempo.
Como didata dedica-se ao ensino, dando aulas de guitarra e ministra workshops por todo o país.
Preparou seu primeiro álbum solo intitulado Vento Impetuoso com a direção e produção de Nandu Valverde ao lado de músicos renomados como Tiago Turtera, Nei Medeiros, Zigão, Helena Imasato, entre outros.
Cursos e Especializações
· Curso de Teoria Musical com a professora Marisa Ramires R. de Lima
· LEM – Curso de leitura escrita e composição – EMT – Escola de Música e Tecnologia
· UNESP – aluno das matérias de Harmonia, Análise Harmônica e Estética Musical do curso de Composição e Regência
· Curso de guitarra - com renomados professores do meio musical tais como Eduardo Ardanuy, Aldo Landi, Ricardo Giuffrida, Sandro Haick e Beto Ianicelli
· Universidade Livre de Música (ULM – Tom Jobim) – Cursos de percepção com o professor Sizão Machado; Harmonia e estética da linguagem musical com o professor Arnaldo Senise; Desenvolvimento do ouvido harmônico com a professora Laura Campanér; Coordenação rítmica e motora com a professora Lílian Carmona.
JUNINHO BETIM
"Os cabos SparFlex são como eu: 100% brasileiros."
Juninho Betim nasceu dia primeiro de dezembro de 1979 em Telêmaco Borba, interior do Paraná. Com 2 anos, iniciou na música com um cavaquinho ganho de seu pai. Assim começou a tocar na igreja onde fazia parte, em Reserva. Quando tinha 4 anos, toda a família mudou-se para Telêmaco Borba e Juninho já tocava na bateria acústica na igreja.
Aos 6 anos, começou a estudar música com partitura, sempre conciliando com seus estudos regulares. Ganhou o primeiro violão de seu pai e começou a estudar com ajuda de amigos e principalmente de seu irmão Vanderli Betim. Com 15 anos gravou seu primeiro disco a convite do cantor Luiz Fernandes e dava algumas aulas numa escola da cidade. Aos 19 anos tocou com Aline Barros e sentiu que o palco era o seu lugar.
Mudou-se para Curitiba, capital do Paraná. Foi ali que despertou seu maior interesse pela música. Como todo inicio é meio difícil, Juninho Betim não arrumou de cara um emprego na cidade, contrariando assim tudo aquilo que ele esperava ao chegar... Mas essa foi a oportunidade que ele soube aproveitar. Com tanto tempo livre, passou a se dedicar integralmente à música. A dona de uma pequena escola de música, vendo o seu esforço e a vontade de crescer, convidou-o para ajudá-la na aulas. Logo, o jovem músico começou a dar aulas e assim começou a repassar para os seus poucos alunos tudo aquilo que havia aprendido. Um ano depois, começou a dar aulas particulares, então com um número bem maior de alunos, Juninho Betim já via o seu verdadeiro progresso desde a sua vinda.
Percebendo que deveria aprimorar mais e mais os seus conhecimentos, começou a estudar e a aprender algumas técnicas com Juninho Afram, Renatinho e Kiko Loureiro. Tomando essas aulas como um grande aprendizado e incentivo, Juninho Betim conseguiu desenvolver uma linha de estudo mais direta e uma visão mais profissional do mundo musical. No ano seguinte, foi convidado pelo baterista da banda Olodum para participar de um show (Jam Session) de música popular (MPB) e acabou conhecendo o vocalista Jambo. A banda era formada pelos músicos Paulinho bateria, Guaraná baixo, Amarildo teclado (ministério Filhos do Homem), Reginaldo Saturno sax. E ele, sem pensar muito, aceitou o convite. Aceitou o desafio. Tocou um ano e seis meses com eles. Assim foi o inicio de sua vida profissional. Mas ele sabia que muito ainda havia de percorrer para realmente alcançar os seus verdadeiros objetivos. Logo conheceu e ficou conhecido pelos músicos da Igreja do Balão. Ali conheceu outros músicos e passou a congregar e tocar na igreja. Gravou e produziu junto com Nadinho (Banda Novos Rumos). As oportunidades começaram a aparecer e uma delas foi participar e reativar a amizade com o maestro e produtor Marinho Brazil em São Paulo.
Agora já mais conhecido, Juninho Betim estava com uma gama de tarefas a serem realizadas: freelancers, aulas de música, gingles, etc ... Chegando a ter muitos alunos, sem ter mais horários, teve de limitar o número de alunos. Foi convidado pelos produtores do show de Willian e Renan para fazer uma participação na turnê no Brasil. Juninho Betim sabia que era um começo de uma nova história, logo começou a tocar com vários artistas famosos. Através da divulgação desses trabalhos, Juninho começou a ministrar workshops. Agora um músico reconhecido e requisitado para gravações em Santa Catarina, São Paulo e Paraná. Atuou nos estúdios Studio em Pauta, Studio Terra Nova, Solo, Digital Music, Studio Brazil, Coda, Studio Fermata, Hermon Record, entre outros. Trabalhou com produtores como Marinho Brazil, Rogerinho Vieira, Leo Blume, Emerson Oliveira, Jean Grazic, Kiko Vargas. Não podemos esquecer de mencionar alguns grandes músicos e hoje companheiros que compartilharam com Juninho de alguns trabalhos: Albino Infantozzi, Claudio Rocha, Agostinho, Pricila Maciel, Dani Quirino entre outros. Em 2006, foi convidado a participar integralmente da banda que acompanha seu irmão Vanderli Betim (Ministério Eu Quero Teu Toque) onde atua até hoje.
Site:
http://www.juninhobetim.com.br/
SKANK
"Usamos os cabos Sparflex em todos os nossos shows e no estúdio de gravação. Eles são, realmente, os melhores do mercado!"
O Skank nasceu em 1991, em Belo Horizonte, a mesma cidade brasileira que deu ao mundo Milton Nascimento e Sepultura. Ao centro da harmonia de um e a energia de outro, o grupo começou movido pelo interesse em transportar o clima do dancehall jamaicano para a tradição pop brasileira. Lançou seu primeiro álbum de forma independente - mas o sucesso underground despertou o interesse da poderosa Sony Music que, com a banda, inaugurou no Brasil o selo Chaos. Seu segundo disco, de 1994, foi o trampolim para o estrelato: mais de 1 milhão de cópias de "Calango" e top-hits como "Jackie Tequila" e "Te Ver". O álbum abriu as portas para uma nova geração de bandas brasileiras atentas às novidades do rock mundial e, ao mesmo tempo, curiosa com as raízes da tradição local.
O disco seguinte foi ainda mais longe (tanto em sua missão de fusão quanto em seu sucesso comercial): "O Samba Poconé" levou o grupo a se apresentar na França, Estados Unidos, Chile, Argentina, Suíça, Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, em shows próprios ou em festivais ao lado de Echo & The Bunnymen, Black Sabbath e Rage Against The Machine. O single "Garota Nacional" foi um sucesso monstruoso no Brasil e liderou a parada espanhola (em sua versão original, em português) por inacreditáveis três meses - a canção foi o único exemplar da música brasileira e integrar a caixa "Soundtrack for a Century", lançada para comemorar os 100 anos da Sony Music. Os discos da banda ganharam edições norte-americanas, italianas, japonesas, francesas e em diversos países ao redor do mundo.
Enquanto "O Samba Poconé" chegava a quase 2 milhões de cópias vendidas no Brasil, o Skank foi convidado a representar seu país no álbum "Allez! Ola! Olé!", disco oficial da Copa do Mundo de Futebol de 1998.Inquietos artisticamente, o quarteto não se acomodou com o êxito. Sua música passou a equalizar as origens eletrônicas com novas influências psicodélicas e acústicas - reveladas nos álbuns "Siderado" (mais introspectivo e maduro) e "Maquinarama" (mais colorido e lisérgico).
O sucesso não arrefeceu: vieram mais hits radiofônicos, como "Resposta", "Saideira" e "Balada do Amor Inabalável" - esta com ecos de Sergio Mendes em climas cyberpunk. É a mesma versatilidade que permite ao grupo gravar ao lado de Andreas Kisser (Sepultura), Manu Chao, Uakti ou Jorge Ben Jor e arrancar elogios de Stewart Copeland por sua versão de "Wrapped Around Your Finger", incluída no tributo latino ao Police, "Outlandos D'America". Uma polivalência de quem não revela amarras senão com o pop perfeito e com a energia para levantar a multidão.- como mereceu registro no CD e DVD "Ao Vivo Ouro Preto", que emplacou mais um sucesso top-one, "Acima do Sol", e passou de meio-milhão de compradores.
O início de 2003 foi investido na meticulosa preparação de "Cosmotron", álbum que chegou às lojas merecendo rasgados elogios da imprensa: "sinais de evolução em Belo Horizonte", "concentração sem sisudez nem passadismo", "canções pop processadas em cuidadosos laboratórios", "ratificando o Skank como o mais criativo grupo pop dos anos 90". Enquanto o primeiro single, a balada psicodélica "Dois Rios", ganhava as rádios do Brasil (e o prêmio de melhor videoclipe pop no Vídeo Music Brasil 2003), o grupo se lançava em mais um giro internacional, com passagens por Portugal, Inglaterra e Bélgica, além de uma histórica apresentação no palco principal do festival de Roskilde, na Dinamarca, ao lado de grupos como Blur e Cardigans. A nova turnê da banda (com cenário de Gringo Cardia a partir de telas de Beatriz Milhazes e confiantes oito novas canções no repertório) estreou em três noites de lotação esgotada no Canecão, Rio de Janeiro. Com o novo hit, "Vou Deixar" (melhor videoclipe pop no Vídeo Music Brasil 2004), o Skank vive uma inédita experiência. Através do novos formatos de comercialização, é o ring tone com o maior números de downloads no país. O álbum atinge a marca de 210 mil cópias vendidas.
Em 2004 chegou o momento de sua primeira coletânea de sucessos. "Radiola", com foco em Maquinarama e Cosmotron, é lançada em novembro do mesmo ano. Além de oito hits remasterizados em Nova York, há quatro novidades para o público. "Um Mais Um" e "Onde Estão?" são inéditas e registradas especialmente para Radiola. O álbum traz ainda duas versões publicadas pela primeira vez: "Vamos Fugir", de Gilberto Gil e Liminha, foi gravada para a campanha de verão das sandálias Rider; "I Want You" foi gravada no final de 1999 para um tributo a Bob Dylan que nunca chegou a ser lançado. Revestindo as doze canções de Radiola, está o trabalho dos irmãos Rob e Christian Clayton, artistas americanos, colaboradores das revistas Rolling Stone e Zoetrope de Francis Ford Coppola e diretores de arte do clipe "All Around The World", do Oasis. As imagens do material gráfico da primeira compilação do Skank, "Happy All The Day" e "Long Journey", fazem parte de "Six Foot Eleven", exposição dos Clayton Brothers em parceria com a galeria La Luz de Jesus (Los Angeles). Radiola foi lançado em novembro de 2004 e vendeu 210 000 cópias.
Em agosto de 2006, é lançado "Carrossel", o nono álbum do Skank.
No fim dos anos 70, em plena ditadura militar, um colégio em São Paulo se tornou um dos poucos pontos de resistência cultural. No palco do Equipe se apresentavam artistas de peso da música brasileira como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Clementina de Jesus e Cartola. Com essa efervescência, foi natural que os jovens com interesses artísticos acabassem se aproximando e criando espaços próprios. O evento "A Idade da Pedra Jovem", promovido por essa turma em 1981, marcou a estréia de Sérgio Britto, Arnaldo Antunes, Paulo Miklos, Marcelo Fromer, Nando Reis, Ciro Pessoa e Tony Bellotto num mesmo palco. Juntos, eles formavam o grupo Titãs do Iê-Iê, uma brincadeira para descontrair uma programação apresentada por gente com mais experiência do que aqueles meninos.
O que era para ser apenas diversão começou a ser encarado mais seriamente no ano seguinte. A estréia oficial dos Titãs do Iê-Iê, devidamente ensaiados e com repertório próprio, aconteceria no dia 15 de outubro de 1982, no Sesc Pompéia. A essa altura, Branco Mello já havia se integrado ao grupo e André Jung, assumido a bateria, instrumento que Nando Reis tocara na "Idade da Pedra Jovem" por pura falta de opção. Com nove músicos no palco, entre eles seis vocalistas, a banda chamava a atenção. As canções eram criativas (misturavam influências que iam da MPB ao rock, passando pelo samba, reggae e new wave) e o visual, extravagante (com direito a roupas com cores fortes, maquiagens e penteados originais).
Durante dois anos, os Titãs do Iê-Iê percorreram o circuito underground paulista, se apresentando em lugares tão ecléticos quanto o som que mostravam no palco. Não demorou muito para que a performance do noneto despertasse a atenção de uma gravadora. Mas antes da assinatura do contrato com a WEA, ocorreram duas mudanças: Ciro Pessoa se desligou da banda e o Iê-Iê (que sempre era confundido com Iê-Iê-Iê) foi descartado do nome do grupo. O primeiro álbum, "Titãs", foi lançado em agosto de 1984 e trazia "Sonífera Ilha", um verdadeiro fenômeno radiofônico. Uma das músicas mais executadas naquele ano, a faixa levou os Titãs a fazerem sucesso em outros estados do Brasil, além de ter ajudado a banda a realizar um sonho antigo: aparecer na TV, em programas consagrados apresentados por Chacrinha, Bolinha e Raul Gil.
O grupo começou 1985 com um novo baterista. Charles Gavin assumiu as baquetas no lugar de André Jung. Com a nova formação, os Titãs entraram em estúdio para gravar seu segundo LP. "Televisão", produzido por Lulu Santos, chegou às lojas em junho daquele ano e emplacou os hits "Insensível" e "Televisão". Como aconteceu no primeiro disco, as vendas foram modestas, mas isso não seria a pior lembrança que a banda guardaria deste período. No dia 13 de novembro, Tony Bellotto e Arnaldo Antunes foram presos com heroína. Arnaldo passou 26 dias na prisão e ambos foram condenados. O cantor por tráfico (por ter passado heroína para o guitarrista), e Bellotto, por porte de droga. Sem antecedentes criminais e trabalho declarado, cumpriram a pena em liberdade.
Os Titãs deram a volta por cima no disco seguinte. "Cabeça Dinossauro", lançado em junho de 1986, foi um soco no estômago da hipocrisia com suas letras contundentes. O álbum, que marcava a estréia da parceria com o produtor Liminha, pela primeira vez traduzia no vinil a pegada que a banda tinha ao vivo. Os Titãs puderam sentir a força do LP já no show de estréia no Projeto SP, quando o público cantou todas as músicas, numa época em que as rádios ainda se recusavam a tocar o repertório ousado do disco. O álbum já tinha garantido o primeiro disco de ouro dos Titãs, quando as emissoras se renderam. Além de "Aa Uu", "O Quê", "Homem Primata", "Família" e "Polícia", algumas rádios se davam ao luxo de pagar multa para tocar "Bichos Escrotos", que tinha a radiodifusão proibida pela censura. "Cabeça Dinossauro" bateu a marca das 300 mil cópias vendidas e caiu nas graças da crítica. O disco ficou no topo das principais listas dos melhores daquele ano e até hoje é apontado com um dos mais importantes da história do rock brasileiro.
Em novembro de 1987, "Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas" saía do forno superando todas as expectativas. De um lado do disco, a continuação do rock pesado do "Cabeça", em músicas como "Lugar Nenhum", "Desordem" e "Nome aos Bois". Do outro, mais inovação: o sampler, uma novidade naqueles tempos, dava um tom eletrônico a "Todo Mundo Quer Amor", "Comida" e "Corações e Mentes". A banda ousou novamente ao decidir fazer o show de lançamento do novo álbum em pleno Hollywood Rock de 1988. Valeu a pena correr o risco. A apresentação dos Titãs foi eleita pela crítica especializada a melhor de todo o festival, superando Simple Minds, UB40, Pretender, Simply Red e outros medalhões estrangeiros.
Com o Brasil aos seus pés, o grupo partiu para a estréia internacional. Os Titãs foram os primeiros artistas do país a se apresentarem na Noite de Rock do badalado Festival de Jazz de Montreux. Do show, no dia 8 de julho de 1988, eles trouxeram o LP "Go Back", o primeiro ao vivo da carreira da banda. De volta ao Brasil, a banda viveu uma fase áurea, com shows superlotados e o quinto álbum – que misturava canções dos primeiros LPs a sucessos do "Cabeça e do "Jesus" – nas listas dos mais vendidos. "Marvin", originalmente gravada no primeiro disco, virou um sucesso avassalador nas rádios no fim de 88 e em todo o ano de 89.
Em outubro de 1989, os Titãs lançaram seu disco mais sofisticado até então. "Õ Blesq Blom" reunia a simplicidade dos repentistas Mauro e Quitéria, descobertos pelo grupo na Praia da Boa Viagem, à modernidade das parafernálias eletrônicas de estúdio. Foi da dupla nordestina que os Titãs tiraram o nome do LP que transformou em hits "Flores", "Miséria" e "O Pulso". Com o clipe de "Flores", a banda ganhou ainda um prêmio inédito no país: o MTV Video Music Awards, quando a emissora ainda não tinha sua filial brasileira.
Depois de um disco tão elaborado, os Titãs começaram a sentir falta do bom e velho rock’n’roll. E o disco "Tudo Ao Mesmo Tempo Agora", que chegou às lojas em setembro de 1991, serviu para matar essa saudade. A banda levou ao extremo a volta ao estilo roqueiro: alugou uma casa para as gravações e decidiu se auto-produzir, interrompendo a parceria com Liminha. Com músicas com letras polêmicas – algumas escatológicas – e guitarras distorcidas, o disco mudou a cara dos Titãs. "Será Que É Isso Que Eu Necessito?" garantiu para a banda mais um Video Music Awards da MTV, que tinha chegado ao Brasil em outubro de 1990.
Os Titãs não abandonaram o rock pesado no trabalho seguinte. "Titanomaquia", primeiro álbum da banda sem Arnaldo Antunes – que deixou o grupo para se dedicar à carreira solo –, teve como ingrediente a mais a produção de Jack Endino, responsável por discos da turma grunge, como Nirvana, Mudhoney e Tad. Jack foi importado de Seattle exclusivamente para ajudar os Titãs a darem um acabamento melhor ao som agressivo que queriam fazer naquela fase. O oitavo álbum da banda, lançado em julho de 1993, emplacou "Será Que É Isso Que Eu Necessito?" e "Nem Sempre Se Pode Ser Deus".
No segundo semestre de 1994, ao fim da turnê de "Titanomaquia", os Titãs decidiram pela primeira vez tirar um ano de férias para que cada um pudesse tocar seus projetos paralelos. Paulo Miklos e Nando Reis lançaram discos solos, Tony Bellotto escreveu seu primeiro livro, Marcelo Fromer produziu outros músicos e Charles Gavin passou um período em Londres fazendo curso de produção. Os Titãs, porém, não ficaram muito tempo longe um do outro. Nessa época eles fundaram, em parceria com a WEA, o selo Banguela, responsável pelo lançamento de bandas como Raimundos, mundolivre s/a e Maskavo Roots, entre outras. Sérgio Britto e Branco Mello, além de donos, viraram artistas do selo. Eles montaram, com a baterista Roberta Parisi, a banda Kleiderman e gravaram o CD "Con el Mundo a Mis Pies".
A folga acabou em 95, com o lançamento do álbum. "Domingo". O segundo trabalho do grupo com Jack Endino, veio bem mais pop do que os dois trabalhos anteriores e contou com participações especiais de Herbert Vianna, João Barone, Andreas Kisser e Igor Cavalera. "Domingo" foi disco de ouro e emplacou nas rádios a faixa-título e "Eu Não Agüento", da Banda Tiroteio, a primeira canção gravada pelos Titãs que não foi composta por um dos músicos do grupo.
Na comemoração dos 15 anos de carreira da banda, os Titãs lançaram mais um disco histórico. O "Acústico MTV", gravado em março de 1997 no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, vendeu mais de 1,7 milhão de cópias, batendo todos os recordes do formato. Além de músicas antigas que ganharam arranjos novos, o CD trazia as inéditas "Os Cegos do Castelo", "Nem 5 Minutos Guardados", "A Melhor Forma" e "Não Vou Lutar". O "Acústico" contou com participações especiais de Rita Lee ("Televisão"), Marisa Monte ("Flores"), Jimmy Cliff ("Querem Meu Sangue"), Fito Paez ("Go Back"), Marina Lima ("Cabeça Dinossauro") e Arnaldo Antunes ("O Pulso"). "Pra Dizer Adeus", originalmente gravada em "Televisão", se tornou um sucesso instantâneo e um das músicas mais executadas em rádio naquele ano.
Depois de fazerem mais de 300 shows pelo Brasil acompanhados de orquestra, os Titãs decidiram repetir a dose no álbum seguinte. "Volume 2", lançado em outubro de 1998, trazia mais músicas antigas com arranjos acústicos, mas também outras novidades. Além da música de trabalho "É Preciso Saber Viver", uma regravação de Roberto Carlos, o álbum tinha seis canções inéditas. O "Volume Dois" não foi uma continuação do "Acústico" apenas no estilo: o sucesso se repetiu, com mais de 600 mil copias vendidas.
No ano seguinte, os Titãs decidiram homenagear alguns de seus artistas preferidos. Roberto Carlos, Ultraje a Rigor e Tim Maia, entre outros, foram lembrados no CD "As Dez Mais". A versão de "Pelados em Santos", dos Mamonas Assassinas, foi criticada por alguns, mas muito executada nas rádios. "Aluga-se", de Raul Seixas, não só fez sucesso, como foi incorporada ao repertório dos shows da banda.
Em 2000, os Titãs fizeram uma nova parada para investir em suas carreiras solos. Nando Reis lançou o seu segundo disco, "Para Quando o Arco-Íris Encontrar o Pote de Ouro", e Sérgio Britto gravou o álbum "A Minha Cara". Branco Mello encabeçou a banda S. Futurismo, com a qual se apresentou na Tenda Brasil do Rock in Rio 3. Nando Reis também se apresentou neste palco. No ano seguinte, foi a vez de Paulo Miklos preparar seu segundo CD, "Vou Ser Feliz e Já Volto".
Em 2001, os Titãs sofrem um golpe duro. Em 11 de junho, um dia antes de a banda entrar em estúdio para gravar o 13† álbum da carreira, o guitarrista Marcelo Fromer foi atropelado por uma moto em São Paulo e morreu dois dias depois. Gravar o disco passou a ser um desafio que os Titãs encararam em homenagem a Marcelo e à própria história do grupo que ele ajudou a fundar. "A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana", o primeiro álbum só de inéditas depois de quatro anos, chegou às lojas em outubro em clima de grande expectativa. Com a veia rock'n'roll mais uma vez ativada, o grupo estreou em uma gravadora nova, a Abril Music. O CD conquistou crítica, público e transformou a canção "Epitáfio" num grande sucesso no rádio e na TV.
Nos quase dois anos que durou a turnê de "A melhor banda", os Titãs voltaram a mostrar que sua força estava na estrada: a banda fez um total de 180 shows, percorrendo cada canto do país. Justamente no meio da turnê, em setembro de 2002, Nando Reis resolveu deixar o grupo. Para o seu lugar, foi convocado para tocar nos shows e nas gravações Lee Marcucci, um dos melhores baixistas do Brasil, que já tinha acompanhado Rita Lee e outros craques da música brasileira. Lee se integraria ao grupo e a Emerson Villani, guitarrista que desde a morte de Fromer também participava das turnês e das gravações dos Titãs.
Para completar 2002, em que a banda festejava seus 20 anos, entrou no ar o novo site da banda (titas.net), em que a marca registrada é a permanente interatividade entre os fãs e os cinco integrantes do grupo, e chegou às livrarias a biografia "A vida até parece uma festa - Toda a história dos Titãs".
Em novembro de 2003, os Titãs lançam seu 14` CD, "Como estão vocês?", que traz de volta uma dobradinha que deu certo: Liminha assina a produção. Com um som bem rock`n roll, que consagrou o grupo, os Titãs emplacam de cara nas rádios "Eu não sou um bom lugar" e tem "Enquanto houver sol" incluída na trilha sonora da novela "Celebridade". O fim do ano ainda traz um mimo: É lançado o songbook "Titãs - Todas as canções", reunindo a obra completa da banda, cifradas e com fotos inéditas, numa obra luxuosa e inigualável no Brasil, coroando os 21 anos de carreira da banda.
Nenhum de Nós Comemora 20 Anos de Estrada
com CD e DVD Ao Vivo
O Nenhum de Nós cruza a barreira de 20 anos contabilizando mais de 1300 apresentações, mais de um milhão de discos vendidos, participações em grandes festivais, vários prêmios e reconhecimento de público e crítica, além de uma fiel legião de fãs espalhados por todo o país. Mantendo a mesma formação desde seu início – fato raro na cena rockeira nacional - a banda surgiu com três integrantes e acrescentou dois novos membros sem nunca ter trocado seus componentes desde então. Foi um dos primeiros - talvez o único - grupo de rock brasileiro a incorporar o acordeon entre seus instrumentos de base, assumindo assim uma sonoridade regional em suas composições. Com uma carreira artística consistente, marcada por um amadurecimento musical e poético, o Nenhum de Nós chega aos 20 de carreira em sua melhor forma, como uma das bandas mais respeitadas do cenário brasileiro
No início era um trio (Thedy Corrêa: baixo e voz; Sady Homrich: bateria e Carlos Stein: guitarra) quando estreou em outubro de 1986, num bar em Porto Alegre, com músicas próprias e alguns covers. Em 1992, no lançamento de seu quarto disco, virou um quarteto com a entrada de Veco Marques (guitarra e violão). Com o disco “Mundo Diablo” em 1996, efetivou João Vicenti (teclados, acordeon e vocais), que há seis anos atuava como músico convidado. Assim chegaram ao atual formato de quinteto. Em 1987 o grupo lançou seu disco de estréia que levava o nome da banda e trazia seu primeiro sucesso: “Camila, Camila”, um hino da luta contra a violência à mulher. Um ano depois o Nenhum emplacou um segundo hit: “Astronauta de Mármore” (composição de David Bowie – versão de Thedy, Sady e Carlos) , que constava no segundo disco da banda. Dois álbuns viriam ainda em sequência, em 1990 e 1992, fechando um ciclo inicial na BMG/Ariola. Estes quatro discos seriam resumidos no início dos anos noventa através do primeiro álbum acústico de um grupo brasileiro “Acústico ao Vivo no Theatro São Pedro”, lançado em 1994 e que foi Disco de Ouro.
Em 1996 com “Mundo Diablo” (Velas) e 1998 com “Paz e Amor” (Paradoxx) a banda preparou terreno para “Histórias Reais Seres Imaginários” (Sony) lançado em 2001. É desta safra de três discos em cinco anos que vieram os sucessos “Vou Deixar Que Você Se Vá” , “Paz e Amor”, “Da Janela” , “Você Vai Lembrar de Mim” , “Amanhã ou Depois” e “Eu Não Entendo”. Um resumo desta segunda etapa da carreira da banda (de 1996 à 2002) veio com um outro álbum desplugado, “Acústico Ao Vivo 2” (Orbeat Music). Com ele uma tour de mais de duzentos e cinquenta shows em dois anos, o primeiro DVD da banda e mais outro Disco de Ouro.
Em julho de 2005 o grupo lançou “Pequeno Universo” (Orbeat Music), o 11º álbum destes vinte anos de carreira, onde mostrou a safra mais recente de canções inéditas, entre elas “Dança do Tempo”, “Cada Lugar”, “Feedback” e “Igual a Você”. Esta última recebeu versão para o espanhol (“Igual a Ti”), com direito a uma regravação. Dividindo a voz principal com Thedy Corrêa aparece o timbre suave da cantora colombiana Ivonne. A edição avulsa desta faixa, foi uma das músicas mais pedidas em várias rádios do sul do país no verão de 2007. A versão faz parte da estratégia do grupo de se aproximar do mercado latino. Finalizando a “Pequeno Universo Tour”, que em 26 meses passou por mais duzentas cidades, a banda começou a temporada de ensaios para aquele que seria seu mais importante desafio.
“NENHUM DE NÓS A CÉU ABERTO” é um registro ao vivo - nos formatos de CD e DVD - onde a banda comemora os 20 anos de carreira num emocionante show gravado no dia 24 de março de 2007, ao ar livre, no Parque Harmonia em Porto Alegre. O novo álbum teve produção musical do galês, radicado no Brasil, Paul Ralphes, direção de imagens do paulista Daniel dos Santos (Maria Bonita Filmes) e produção geral da Lado Inverso. O lançamento de “NENHUM DE NÓS A CÉU ABERTO” tem como faixa de trabalho a canção “Camila Camila”. Esta música, um dos maiores hits do final dos anos 80, marcou o início da trajetória da banda e agora volta em versão atualizada, como um retrato da evolução e longevidade do grupo.
O Nenhum de Nós vai percorrer o país contando a história recente dos jovens brasileiros em suas canções. A cronologia social, política e afetiva das novas gerações narrada por uma “trilha sonora” da vida de milhares de pessoas, embaladas pelas crônicas-canções da banda. Fatos e momentos que marcaram os últimos 20 anos do Brasil e que sempre tiveram uma música do Nenhum de Nós ecoando na memória destes acontecimentos.
O DVD “NENHUM DE NÓS A CÉU ABERTO” vai oferecer ao público, além do show gravado em Porto Alegre na íntegra, um making of com depoimentos dos principais protagonistas da obra e imagens de ensaios e dos bastidores da produção. Também trará um road movie documentando em forma de videoclipe a viagem da banda e sua apresentação em Montevidéu, em março de 2007. Este videoclip tem como trilha a canção “Raquel”, de autoria do uruguaio Jorge Drexler , interpretada em espanhol, em fonograma original do álbum “Pequeno Universo” (2005). Um remake de edição de uma das novas músicas também está no DVD: “Santa Felicidade”, foi reeditada em formato de videoclipe com imagens diurnas e noturnas.
A distribuição e comercialização do novo lançamento do Nenhum de Nós será feito por intermédio da gravadora Universal.
FORMIGOS
"Os cabos Sparflex são muito resistentes. A gente pula e dança e eles não deixam a gente na mão."